terça-feira, 14 de maio de 2013

Como analisar a estratégia de uma equipa de futebol



O futebol é um jogo mais antigo do que se possa contar. Não porque ninguém conhece sua história, mas porque ele é marcado por tantas evoluções e reviravoltas que fica difícil dizer em que ponto exacto da história o desporto se tornou o que é hoje.
O desporto foi oficializado com a fundação da primeira liga de futebol na Inglaterra em 29 de Outubro de 1863, chamada de “Football Association”. E naquela época não tínhamos os posicionamentos estratégicos que temos hoje no futebol com atacantes, zagueiros, médios e suas variações. Essencialmente eram 10 “atacantes” e um goleador sozinho atrás de todos. Não era comum a estratégia, então todos atacavam e era de certa forma um “rachão”, já que não era comum os passes ou cruzamentos ensaiados e o talento individual se sobressaia.
O jogo foi evoluindo e as estratégias foram surgindo junto com as posições em campo. Hoje cada jogador tem sua função e cabe o técnico arrumar a equipa de acordo com o que tem disponível em termos de talento e conforme for à necessidade.
Vejamos agora alguns elementos que influenciam na escolha de uma estratégia de jogo em uma equipe.



 Disponibilidade de jogadores por sector

     Toda a estratégia sempre começa pela formação da equipa. Entende-se por formação a disposição dos jogadores em campo (Ex.: 4-4-2, 4-5-1 e etc...). A formação define a postura da equipe. Vamos supor que você queria montar uma estratégia ofensiva, mas não dispõe de bons talentos no sector, ou que você queira atacar sem abrir mão da defesa. Neste caso pode-se optar por um meio de campo mais forte, em um 4-5-1, por exemplo, assim valoriza-se a criação. É claro que é necessário talentos neste sector, jogares experientes costumam actuar melhor neste sector. A formação também pode favorecer a saída de bola da defesa para o ataque ou para criar um sector de contenção para o caso de um contra-ataque da equipe adversária.

  Estratégia adversária

      Alguns adversários possuem estratégias conhecidas e isso pode ser usado contra elas. Alguns jogadores podem ser dispostos pelo treinador de forma que possam conter uma movimentação especifica da equipa adversária. A estratégia mais comum é a marcação individual, neste caso tenta-se anular um jogador importante para a estratégia adversária, utilizando-se de um ou mais jogadores para conter este homem.

 Colectivo

      O treinador pode também preparar a equipa para que sua formação faça um determinado movimento em campo a fim de anular ou sobrecarregar um determinado sector do adversário. Supondo que o adversário tenha um flanco mais fraco, o treinador pode optar por instruir seus jogadores a moverem a formação de forma que o flanco em questão seja pressionado e venha falhar. A estratégia pode ser usada também para criar chances de golos em áreas complicadas do campo adversário, neste caso movimentando a equipe de forma que o adversário seja obrigado a desfazer a formação por tempo suficiente para se criar uma chance de golo. Outra estratégia feita em colectivo é a linha de impedimento, onde os jogadores da defesa avançam de forma a deixar o atacante adversário em posição ilegal, dificultando um contra-ataque rápido.

  Placar

       Essa é a condição mais importante no momento de adoptar uma estratégia. Tudo que foi planeado nos treinos pode ser abandonado para que se consiga reverter ou segurar um determinado resultado. De praxe os técnicos optam por uma estratégia mais ofensiva, adiantando sua formação quando estão atrás no placar e com pouco tempo de reacção  isso deixa a defesa exposta. Mas se estiverem a frente em um jogo importante, uma estratégia de contenção pode ser mais interessante que fazer um golo, neste caso recua-se a formação.
Claro que as estratégias são bem amplas e existem cursos extensos para a complexidade que as envolve, mas no geral essas são as principais condições para se escolher uma estratégia de jogo. É claro que varia muito de acordo com o estilo de cada treinador.