O futebol é um jogo mais antigo do que se possa contar. Não porque ninguém
conhece sua história, mas porque ele é marcado por tantas evoluções e
reviravoltas que fica difícil dizer em que ponto exacto da história o desporto se
tornou o que é hoje.
O desporto foi oficializado com a fundação da primeira liga de futebol na
Inglaterra em 29 de Outubro de 1863, chamada de “Football Association”. E
naquela época não tínhamos os posicionamentos estratégicos que temos hoje no
futebol com atacantes, zagueiros, médios e suas variações. Essencialmente eram
10 “atacantes” e um goleador sozinho atrás de todos. Não era comum a estratégia,
então todos atacavam e era de certa forma um “rachão”, já que não era comum os
passes ou cruzamentos ensaiados e o talento individual se sobressaia.
O jogo foi evoluindo e as estratégias foram surgindo junto com as posições
em campo. Hoje cada jogador tem sua função e cabe o técnico arrumar a equipa de
acordo com o que tem disponível em termos de talento e conforme for à
necessidade.
Disponibilidade de jogadores por sector
Toda a estratégia sempre começa pela formação da equipa. Entende-se por
formação a disposição dos jogadores em campo (Ex.: 4-4-2, 4-5-1 e etc...). A
formação define a postura da equipe. Vamos supor que você queria montar uma
estratégia ofensiva, mas não dispõe de bons talentos no sector, ou que você
queira atacar sem abrir mão da defesa. Neste caso pode-se optar por um meio de
campo mais forte, em um 4-5-1, por exemplo, assim valoriza-se a criação. É
claro que é necessário talentos neste sector, jogares experientes costumam actuar
melhor neste sector. A formação também pode favorecer a saída de bola da defesa
para o ataque ou para criar um sector de contenção para o caso de um
contra-ataque da equipe adversária.
Estratégia adversária
Alguns adversários possuem estratégias conhecidas e isso pode ser usado
contra elas. Alguns jogadores podem ser dispostos pelo treinador de forma que
possam conter uma movimentação especifica da equipa adversária. A estratégia mais
comum é a marcação individual, neste caso tenta-se anular um jogador importante
para a estratégia adversária, utilizando-se de um ou mais jogadores para conter
este homem.
Colectivo
O treinador pode também preparar a equipa para que sua formação faça um
determinado movimento em campo a fim de anular ou sobrecarregar um determinado sector do adversário. Supondo que o adversário tenha um flanco mais fraco, o
treinador pode optar por instruir seus jogadores a moverem a formação de forma
que o flanco em questão seja pressionado e venha falhar. A estratégia pode ser
usada também para criar chances de golos em áreas complicadas do campo
adversário, neste caso movimentando a equipe de forma que o adversário seja
obrigado a desfazer a formação por tempo suficiente para se criar uma chance de
golo. Outra estratégia feita em colectivo é a linha de impedimento, onde os
jogadores da defesa avançam de forma a deixar o atacante adversário em posição
ilegal, dificultando um contra-ataque rápido.
Placar
Essa é a condição mais importante no momento de adoptar uma estratégia. Tudo
que foi planeado nos treinos pode ser abandonado para que se consiga reverter
ou segurar um determinado resultado. De praxe os técnicos optam por uma
estratégia mais ofensiva, adiantando sua formação quando estão atrás no placar
e com pouco tempo de reacção isso deixa a defesa exposta. Mas se estiverem a
frente em um jogo importante, uma estratégia de contenção pode ser mais
interessante que fazer um golo, neste caso recua-se a formação.
Claro que as estratégias são bem amplas e existem cursos extensos para a
complexidade que as envolve, mas no geral essas são as principais condições
para se escolher uma estratégia de jogo. É claro que varia muito de acordo com
o estilo de cada treinador.
