quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O coordenador da formação de um clube de futebol

O ser humano, ao longo da sua vida, passa por várias fases no seu desenvolvimento global. A formação pessoal e social é uma área transversal na sua existência; desta forma, o indivíduo constrói competências para viver em sociedade, transformando os seus comportamentos, atitudes, de acordo com os seus objectivos e ambições.

O papel da formação num clube de futebol

A formação está, como podemos constatar, presente nas várias etapas da sua existência: formação escolar, social, desportiva, entre outras.  O indivíduo está em constante formação, evolução, quer na aquisição de novos conhecimentos, quer na postura a adoptar perante situações do quotidiano e, no caso mais específico, ao nível desportivo.

A prática desportiva é essencial na formação do indivíduo, enquanto atleta e, também, enquanto pessoa. É importante haver uma formação global nos jogadores através de actividades físicas e desportivas  - benéficas para o desenvolvimento das suas capacidades e qualidades físicas e, também, favoráveis à sua realização, enquanto pessoas. Todo o processo de formação de um jogador estabelece-se a longo prazo, de forma que, ao mesmo tempo, possa desenvolver as suas capacidades físicas, motoras e intelectuais.

É importante para um jogador ter uma boa formação para, posteriormente, se tornar num jogador profissional; esse processo deve ser iniciado o mais cedo possível através  da qualidade no processo dos treinos e na intervenção dos responsáveis pela formação inicial dos jogadores -  os coordenadores.

A formação de jogadores num clube representa muitas vantagens financeiras, desportivas e sociais, para o mesmo. O clube ao promover, através da formação, o surgimento de jogadores de alto nível e com alto rendimento, aumentará a probabilidade, dos mesmos, integrarem a equipa sénior (principal objetivo da formação) e poupará a nível financeiro. Por outro lado, o facto dos jovens jogadores terem um amplo conhecimento do clube evitam os períodos de adaptação que os jogadores vindos do exterior têm de ultrapassar, retardando, em alguns casos, o seu nível de rendimento.

O coordenador da formação

O coordenador da formação de um clube de futebol deve ter uma formação técnica e pedagógica adequada para orientar e facilitar toda a formação do jogador, ter experiência pessoal prática e de treino; deve ainda, ter bom conhecimento sobre o desenvolvimento global dos jogadores,  fazer sobressair o seu potencial, ter um grande conhecimento acerca do clube e dos métodos de trabalho desenvolvidos.

Enquanto coordenador, tem de preparar as equipas, liderar o processo de evolução dos jogadores, transformar comportamentos e atitudes para que o rendimento desportivo surja com naturalidade.   

Principais funções e responsabilidades do coordenador da formação

  • Efectivar a relação pedagógica e metodológica entre a rotina da equipa principal e a dos escalões de formação: observar os treinos e dialogar com o treinador principal para perceber a forma de trabalhar - a equipa principal é a referência
  • Verificar a aplicação do modelo de jogo, assistindo a treinos e a jogos,   das diferentes equipas dos escalões de formação
  • Coordenar e estabelecer a comunicação entre os treinadores das equipas de formação - manter o método de trabalho do clube
  • Fazer cumprir o regulamento interno do clube - normalizar os comportamentos dos jogadores e desenvolver uma cultura própria do clube, através do cumprimento das regras
  • Estabelecer uma comunicação com os pais dos jogadores - transmitir informações sobre o processo  de formação
  • Elaborar horários e grupos de treino
  • Organizar competições
  • Realizar um trabalho multidisciplinar com outros agentes envolvidos no trabalho diário do clube: médicos, massagistas, enfermeiros, entre outros
  • Transmitir a mística do clube, aos jovens jogadores em formação
  • Apostar na sua autoformação

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Como se apresentar em boa forma num estágio de pré-temporada

Ser jogador de futebol tornou-se uma profissão como qualquer outra. Os jogadores têm seus direitos e deveres, assim como os restantes trabalhadores. O que muitas vezes vemos apenas como status, esconde uma rotina dura de treinamentos, inclusive durante os períodos de férias. Este texto explicará como é a rotina de treinos destes profissionais que nos fazem vibrar de emoção quando se encontram dentro de campo, a trabalhar.

O treino dos jogadores de futebol

Durante a pré-temporada e ao longo da época, a exigência técnica, tática, física e emocional chega, muitas vezes, ao limite. Nos treinos, os atletas cumprem com os seguintes requisitos para ficarem em forma:
  • Preparação física com exercícios aeróbicos, de força e de velocidade;
  • Há um período de descanso, importante para a recuperação muscular e de lesões.
  • Na pré-temporada o período de treinamento dura entre 15 a 45 dias, com até dois períodos de treino por dia e visa restabelecer a preparação física perdida no período de férias. Além disso, visa recuperar o peso ideal e a flexibilidade através da realização de exames médicos, especialmente ao coração.
  • Os treinos diários são realizados para manter e aprimorar o condicionamento físico conseguido nos treinos iniciais.

As férias dos futebolistas

Os jogadores de futebol também têm direito a férias. Após várias situações críticas, chegando mesmo à morte em campo, a justiça resolveu regulamentar as férias para estes profissionais ao atribuir 25 dias corridos de férias a partir da finalização do último campeonato e 5 dias de treino antes do retorno às competições.
No período de férias, os jogadores de futebol aproveitam para fazer o seguinte:
  • Descansam ao fugir da rotina;
  • Recuperam o lado emocional;
  • Diminuem o ritmo de atividades físicas e alteram sua alimentação;
  • Muitos clubes orientam os atletas sobre o que pode ser feito para que o condicionamento físico não seja tão prejudicado.
Muitos clubes chegam a realizar um plano específico com dicas nutricionais e exercícios aeróbicos, de força e flexibilidade para os seus futebolistas.

Principais exercícios para os jogadores de futebol que se encontram em férias

Seguem alguns exemplos de exercícios que podem ser realizados pelos jogadores de futebol para manter o condicionamento físico durante o período de férias.
Esteira: caminhadas e corridas ou intercalar as duas para aumentar o condicionamento físico.
Musculação: trabalha todos os grupos musculares.
Panturrilhas: como subir escadas, extensão de pé na máquina, extensão de pé com o calcanhar sobre uma anilha, extensão de pé inclinada, extensão de pé com abdução no leg press, extensão de pé sentada na máquina;
Coxas: agachamento livre, agachamento sumo, avanço, máquina extensora, máquina flexora, leg press;
Glúteos: saci, elevação de peso para trás, elevação e de peso para frente, avanço, agachamento;
Costas: flexões em barra fixa, remada sentada com cabos, remada curvada, remada unilateral, puxador de costas frontal;
Abdominais: abdominal tradicional, abdominal oblíquo, abdominal inferior, abdominal na bola suíça, abdominal com as pernas elevadas, abdominal com braços estendidos, abdominal invertido, abdominal com elevação do quadril, ponte abdominal, abdominal com elástico.
Alongamento: todos os exercícios devem ser feitos antes e depois do treino.
Pernas: panturrilha empurrando a parede, anterior da perna, posterior com pernas afastadas;
Braços: peitoral no batente da porta, bíceps com mão esticada na parede, ombros com braço cruzando à frente do tórax, tríceps com cotovelo atrás da cabeça.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

As principais vantagens e desvantagens em jogar futebol no Médio Oriente

A Europa é, por norma, um mercado importador de jogadores de futebol. Isto acontece pela qualidade dos vários campeonatos e restantes competições de cada país e pela visibilidade que o futebol europeu tem. Esse facto é aproveitado pelos clubes para recrutar ativos importantes, com custos mais baixos em mercados secundários.
Mas, à parte desta circulação de jogadores, assiste-se cada vez mais a um movimento de saída de jogadores dos campeonatos europeus para ligas de clubes do Médio Oriente. Os clubes de maior poderio destas ligas são, por norma, propriedade de figuras com grande poder financeiro, e com vontade de aumentar a qualidade e o renome das suas equipas. Isto numa zona do globo onde o futebol não é o desporto dominante, mas existe um gosto marcado pela modalidade por parte dos seus proprietários e algumas fatias da sociedade. É uma tendência que traz benefícios aos jogadores, clubes e instituições internacionais, mas que acarreta também alguns riscos.

As principais vantagens de jogar futebol no Médio Oriente

A questão financeira

O já mencionado poderio financeiro dos clubes do Médio Oriente permite oferecer aos jogadores condições contratuais monetárias com as quais é difícil de competir. Isto torna-se um atrativo para jogadores, mas também para clubes, que podem fazer mais e melhores negócios na venda de jogadores.

Espaço para afirmação

A Europa é o destino mais desejado para uma grande parte de jogadores, o que faz com que este mercado fique saturado, dificultando a afirmação pessoal do jogador. A mudança para um clube de futebol do Médio Oriente permitirá que os jogadores evoluam e se destaquem dado que essa é a melhor forma de serem novamente chamados aos clubes europeus.

Prolongamento da carreira

Esta vantagem é visível sobretudo para nomes mais sonantes do futebol, que, no entanto, estão já na parte descendente da sua carreira e a perder espaço nas equipas europeias. Face à necessidade de protagonismo e afirmação do Médio Oriente, estes clubes contratam estes jogadores de estatuto elevado para que estes prolonguem a carreira por mais uns anos. E, aos clubes de origem, fazer um encaixe ainda considerável com a venda.  

Diversificação de mercados

Apesar de ser uma cultura ainda algo fechada, a popularidade do futebol assiste a uma tendência de crescimento no Médio Oriente. E face à sua dimensão, é um mercado que clubes, casas de apostas e organismos europeus e internacionais não podem negligenciar. Quer seja pelos novos talentos que possam surgir do desenvolvimento da modalidade, quer pelo potencial financeiro que um mercado destes pode trazer: receitas publicitárias, merchandising, projeção internacional, entre outros aspetos relevantes.

Cultura e comunicação

A cultura dos clubes do Médio Oriente pode, por vezes, dificultar um maior intercâmbio de ativos e até relações institucionais e políticas. A venda de jogadores para estes mercados ou a realização de competições de futebol nestas zonas geográficas permite a abertura de linhas de comunicação e cooperação, que podem trazer vantagens a ambas as partes.

As principais desvantagens de jogar futebol no Médio Oriente

Menor visibilidade

Apesar do potencial financeiro, as competições domésticas dos países do Médio Oriente ainda têm uma visibilidade limitada no panorama do futebol internacional. Para um jogador, isto pode significar uma desvalorização da sua imagem e mesmo do seu estatuto, que pode ser muito difícil de ultrapassar.

Segurança

Não será assim em todas as zonas, mas a região do Médio Oriente destaca-se, não raras vezes, pela instabilidade política e social, com implicações na segurança. Seja um jogador no plano individual, um clube ou uma competição organizada, há que assegurar condições de seguranças mínimas para que o futebol se possa desenrolar sem incidentes mais ou menos graves.

Diferenças culturais

Os valores ocidentais podem chocar com os valores defendidos no Médio Oriente. Isto pode gerar problemas de aceitação que, em última análise, podem criar desestabilização. Seja num jogador que começa a ser hostilizado e não consegue adaptar-se, num clube que não é bem recebido, ou nos que assistem a uma competição internacional e se vêm no meio de problemas que não teriam em território ocidentalizado.  

Condições logísticas

Apesar das boas condições financeiras, muitos países do Médio Oriente apresentam grandes assimetrias económico-sociais entre a população. Há que ter este facto em consideração quando um jogador decide abraçar uma carreira no futebol nestes países. O mesmo se aplica às competições internacionais, cujas entidades organizadoras devem ponderar se estão reunidas as condições não só para a realização de jogos, mas para a sua assistência e transmissão.

Politização do futebol

A instabilidade política desta região, que muitas vezes antagoniza com as posições ocidentais, pode levar a que o futebol – sejam jogadores, clubes ou organismos responsáveis – sejam utilizados como arma política para marcar posições, devido à sua popularidade e importância no mundo ocidental. Isto retiraria não só a essência do espetáculo futebolístico, como poderia ter consequências ao nível da política internacional, um tema já de si delicado, mesmo sem contar com o potencial mobilizador do futebol: a nível das massas e opinião pública, paixões e dinheiro.
Jogar futebol no Médio Oriente é uma decisão que deve ser ponderada por cada jogador ou instituição que desenvolva alguma atividade nesta região. Pesados os prós e os contras, o mais importante é garantir as condições mínimas para que o futebol decorra sem incidentes ou situações que possam gerar antagonismos.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

7 Apostas que todos os apostadores devem fazer



Os jogos de casino são quase sempre baseados em números. A numerologia está sempre presente e, por isso, é muito importante conhecê-la. Muitas vezes os jogadores empregam a numerologia inconscientemente, quando por exemplo atribuem um poder mágico ou místico a um número. Ou até mesmo quando fazem a escolha por um motivo particular ou simbólico. Ano de nascimento, idade de algum parente, o aniversário de quem se ama.
A roleta por exemplo tem 37 casas idênticas numeradas de 0 a 36. Numa aposta simples a probabilidade de acerto é 1:37. Ainda não existe muito de concreto e absoluto sobre a numerologia, pois sua interpretação pode variar de acordo com alguns aspetos culturais. Conheça abaixo a simbologia mais usada de 7 números que todo o jogador deveria apostar!

1.     Número 0

O zero simboliza a origem do universo, sem começo, nem fim. É o vazio e a existência, é tudo ou nada. É um número para o apostador que não se preocupa em arriscar, numero digno de uma aposta individual.

2.     Número 31

O número trinta e um ou o quatro (3+1) simboliza a ordem, o método e a organização perfeita das coisas. É considerado um número até certo ponto restritivo. É importante ter cautela, mas não deixar de arriscar.

3.     Número 5

O número cinco simboliza a natureza e as artes, mas também está associado com a figura geométrica que representa o pentagrama. É a harmonia suprema entre todos os outros números, simboliza a estabilidade, a segurança e o centro. É geralmente o número em que se aposta muitas fichas no auge do jogo. Mas apenas no momento em que o apostador está consolidado e seguro.

4.     Número 24

O número vinte e quatro ou o seis (2+4) simboliza a harmonia, a felicidade e o equilíbrio. É o número do amor e da intuição. É comummente apostado quando o jogador sonha ou “sente”. Numero especialmente místico.

5.     Número 7

O sete simboliza o misticismo associado ao ocultismo e à magia. Número da sorte e do azar em diversas culturas, este número está estampado em vários livros sagrados que contam os exemplos da sua força e poder.

6.     Número 8

O oito está surgindo como símbolo do infinito, e por esse motivo, representa a eternidade. É um sinal de riqueza e de prosperidade para os chineses. Ótima aposta para os jogadores cautelosos.

7.     Número 18

O número dezoito ou o nove (1+8) está associado à perfeição, à realização e à harmonia. É o nível superior de consciência. Esta é uma aposta pensada, uma jogada estratégica.

Na numerologia quando um número tem dois dígitos ou mais, são separados e somados até que reste apenas um. Nos jogos de casino muitos apostadores são acostumados a usar várias técnicas, e a simbologia pode ser uma delas. Acreditando-se ou não na magia dos números, essa técnica é sempre utilizada, consciente ou inconscientemente, nos jogos de sorte ou até mesmo em decisões da vida. A sorte e os números acabam sempre por andar juntos. Até mesmo porque em todos os jogos de casino existe algo mágico. Aquela sensação diferente de euforia, frio na barriga, incerteza e esperança, quase que um sentimento novo. Que com toda a certeza, vale a pena conhecer e vale a pena “apostar”.

domingo, 18 de maio de 2014

Preparar uma equipa para uma final

Preparar uma equipa para uma final vai muito mais além da preparação física. É também um grande trabalho psicológico por parte do treinador e de toda a equipa, mesmo a equipa técnica (adjuntos, fisioterapeutas, entre outros).
Para se poder ter sucesso num jogo tão importante como uma final, independentemente do favoritismo da equipa nas casas de apostas e na comunicação social, é preciso estar motivado e com força suficiente para se vencer todos os obstáculos. Este é um dos papéis principais de um bom treinador: saber motivar e incentivar os jogadores a fazerem um grande jogo. E isto pode ser feito de várias maneiras.

Ter confiança na equipa

É mais do que essencial que um treinador mostre confiança na equipa e na sua qualidade e capacidade de vencer. Caso a equipa esteja um pouco mais em baixo, há que saber motivar e trazer de volta a confiança necessária para a equipa fazer uma boa exibição e vencer a grande final.

Reconhecer as capacidades de cada jogador

Um treinador deve saber sempre quais as maiores qualidades de cada jogador que faz parte da sua equipa. Ele deve valorizá-las e aplicá-las corretamente nos jogos, ao elogiar os jogadores sempre que necessário. Isto motiva os jogadores a fazerem uma grande exibição e darem o seu melhor, não só nos grandes jogos, mas em todo o seu percurso.

Relembrar o percurso da equipa

Lembrar aos jogadores o caminho que tiveram que percorrer até chegar à final, é uma das melhores maneiras de motivar os jogadores a mostrar tudo o que valem no último jogo. Em todo o caso, uma final da Liga Europa ou da Liga dos Campeões dispensa qualquer tipo de motivação, uma vez que a presença e a disputa deste jogo é o sonho de qualquer jogador.

Dizer que o jogo é único

Isto tem que ser feito com cuidado pois pode ter efeitos negativos na equipa. Não se deve deixar os jogadores demasiados nervosos e pressionados, uma vez que isso só irá afetar negativamente o seu desempenho no jogo. É importante que eles saibam que o jogo é importante e que pode não haver outra final tão cedo, mas isto deve ser dito de uma forma leve.

Focar aspetos da história do clube

Relembrar aos jogadores quantas vezes uma equipa já venceu uma final dessa competição ou quantas vitórias já teve perante o adversário pode ajudar a motivar para o jogo. Também pode ser bom o contrário: mostrar que nunca foi ganha nenhuma final, para que os jogadores tenham ainda mais ambição de lutar pela vitória no próximo jogo.
Claro que para além da preparação psicológica, há outros aspetos que também precisam ser preparados e que podem ser essenciais para uma vitória na final. Um treinador deve conhecer bem a equipa adversária, estudar o seu tipo de jogo e as táticas que mais costumam usar. Apenas assim será possível criar uma boa e eficaz estratégia para se ter sucesso no jogo. E, como é óbvio, são necessários treinos mais intensos, focando-os para as áreas mais importantes mas, sem desgastar demasiado os jogadores, principalmente na aproximação da data do jogo. A véspera da final deve ser passada em total descontração, apenas com algumas sessões teóricas, vocacionadas principalmente para mostrar a equipa adversária aos jogadores.
Estas são apenas algumas das dicas e técnicas que devem ser utilizadas para preparar uma final. Claro que todas elas dependem do jogo, da competição, do clube e de muitas outras coisas. Por isso, fica a cargo do treinador saber o que é melhor para preparar a sua equipa para o grande jogo.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

A evolução do futebol feminino



O futebol feminino é um desporto de equipa cada vez mais popular entre as mulheres, sendo praticado com maior mediatismo em países como a Alemanha, os Estados Unidos da América e o Japão.
Em Portugal, o futebol feminino foi instituído pela Federação em 1985 e desde então surgiram cerca de 1.700 jogadoras profissionais de futebol, que se distribuem por 50 clubes nacionais. No resto do mundo, na época 2013/14 a UEFA contou com 1.162.314 jogadoras profissionais de futebol, competindo em 48 campeonatos nacionais, num total de 69.533 clubes de futebol feminino. Somente nessa época, o futebol feminino movimentou cerca de 80 milhões de Euros. Por outro lado, entre a época 2012/13 e a época 2013/14 ocorreu um aumento de 0,2% de novas jogadoras registadas na UEFA, o que reflete dois cenários: a lenta evolução do futebol feminino e a elevada margem de progressão face às potencialidades da modalidade.

Evolução do futebol feminino

O primeiro jogo de futebol feminino realizou-se em 1892 na Escócia, na cidade de Glasgow. O primeiro clube oficial de futebol feminino foi fundado por Nettie Honeyball em 1894 e foi designado de British Ladies Football Club. Honeyball para além de ter sido uma ativista dos direitos da mulher na sua época, foi também jogadora e capitã do clube que fundou.
Entre os anos de 1914 e 1918, a mulher foi introduzida em diversos cargos e atividades preenchidas pelos homens que, naquele período de tempo, foram obrigados a combaterem na Primeira Guerra Mundial. A prática do futebol foi uma dessas atividades e foi sobretudo na Inglaterra que a participação feminina mais se destacou. Assim, os estádios de futebol foram ocupados por jogos de futebol feminino, que muito sucesso e popularidade geraram entre os ingleses. Por exemplo, em 1920 a equipa Dick, Kerr's Ladies de Preston, jogou no Goodison Park em Liverpool, atraindo uma assistência de aproximadamente 53.000 pessoas. Esta equipa existiu entre 1917 e 1965, atraindo 4.000 a 50.000 espectadores por partida.
Em 1921 o futebol feminino era um sério rival do futebol masculino. No entanto, após o final da guerra, o futebol feminino não foi reconhecido pela Football Association e o desporto passou a ser praticado em estádios de Rugby. Na base deste insólito surgiu a English Ladies Football Association cuja missão era obter o reconhecimento do futebol feminino pela Football Association.
Apenas no ano de 1969 a Football Association, rendida ao interesse dos amadores do futebol feminino, criou o ramo feminino da Football Association e, por sua vez, a UEFA incentivou a promoção do futebol feminino na Europa e no mundo no decorrer do ano de 1971.

O futebol feminino em Portugal

Em Portugal, o futebol feminino surgiu na década de 80, tendo o primeiro jogo da seleção portuguesa de futebol feminino decorrido em Le Mans, contra a França, que terminou com um nulo no marcador.
Embora atualmente o futebol feminino não atinja os níveis de popularidade e a expressividade do futebol masculino, o desporto caminha nesse sentido e a cada ano surgem novos clubes de futebol feminino e novas futebolistas em diferentes países. Em resposta a esta tendência, surgem diferentes competições de futebol feminino entre clubes e entre seleções que põem à prova o talento das jogadoras e fascinam os adeptos do desporto.

As principais competições de futebol feminino

O futebol feminino tem várias competições ao nível de clubes e de seleções. São elas:

Principal competição internacional entre clubes de futebol feminino: Liga dos Campeões - UEFA Women's Champions League

Esta competição é disputada em uma fase de grupos, quatro eliminatórias e uma final. Em 2014, alguns dos clubes que ocuparam lugares cimeiros da prova foram: Tyreso (Suécia) e Wolfsburg (Alemanha) na final, Birmingham (Inglaterra) e Postdam (Alemanha) que foram derrotadas nas meias-finais, e ainda, Arsenal (Inglaterra), Barcelona (Espanha), Neulengbach (Áustria) e Torres (Itália), derrotadas nos quartos de final.

Principais competições nacionais entre clubes de futebol feminino por país:

Espanha: Primera División

Consiste num campeonato de futebol feminino disputado por 16 equipas. De entre as principais equipas destacam-se o Barcelona, Valência CF, Athletic Bilbao e Atlético de Madrid.

França: Feminine Division 1

Consiste num campeonato de futebol feminino disputado por 12 equipas. De entre as principais equipas destacam-se o Lyon, Juvisy, Paris SG e Montpellier.

Alemanha: Frauen Bundesliga

Consiste num campeonato de futebol feminino disputado por 12 equipas. De entre as principais equipas destacam-se o FFC Frankfurt, FFC Turbine Postdam, VFL Wolfsburg e Bayern Munchen.

EUA: NWSL

Consiste num campeonato de futebol feminino disputado por 8 equipas. De entre as principais equipas destacam-se o Western NY Flash, FC Kansas City, Portland Thorns FC e Sky Blue FC.

EUA: W-League Southeastern Conference

Consiste num campeonato de futebol feminino disputado por 5 equipas. De entre as principais equipas destacam-se o Dayton Dutch Lions, Carolina Elite Cobras, Atlanta Silverbacks e Charlotte Lady Eagles.

EUA: W-League Northeastern Conference

Consiste num campeonato de futebol feminino disputado por 7 equipas. De entre as principais equipas destacam-se o Virginia Beach Piranhas, Washington Spirit Reserves, Long Island Rough Riders e New York Magic.

EUA: W-League Western Conference

Consiste num campeonato de futebol feminino disputado por 7 equipas. De entre as principais equipas destacam-se o Pali Blues, LA Strikers, Seattle Sounders e Colorado Rapids.

Portugal: I Divisão – 1.ª Fase

Consiste num campeonato de futebol feminino disputado por 10 equipas. De entre as principais equipas destacam-se o GDC A-dos-Francos, C Futebol Benfica , Boavista FC e CA Ouriense/Workfone.

Principais competições entre seleções de futebol feminino: Mundial Feminino

Corresponde a um campeonato de futebol feminino disputado entre seleções de todo o mundo. No Mundial Feminino de 2011 os Estados Unidos e o Japão disputaram a final, a França e a Suécia foram eliminadas nas meias-finais e a Austrália, Brasil, Inglaterra e Alemanha ficaram-se pelos quartos de final da prova.

Europeu Feminino - UEFA Women's EURO

Corresponde a um campeonato de futebol feminino disputado entre seleções europeias. No Europeu Feminino de 2013 a Alemanha e Noruega disputaram a final, a Dinamarca e a Suécia foram eliminadas nas meias-finais e a Espanha, França, Islândia e Itália ficaram-se pelos quartos de final.

Europeu Feminino Sub-17 - EURO Feminino Sub-17

Corresponde a um campeonato de futebol feminino disputado entre seleções europeias, em que as jogadoras de futebol têm idade inferior a 17 anos. No Europeu Feminino Sub-17 de 2014 a Alemanha e Espanha disputaram a final, a Inglaterra e a Itália foram eliminadas nas meias-finais e a Áustria, Escócia, França e Portugal ficaram-se pela Fase Final da fase de grupos.

Europeu Feminino Sub-19 - EURO Feminino Sub-19

Corresponde a um campeonato de futebol feminino disputado entre seleções europeias, em que as jogadoras de futebol têm idade inferior a 19 anos. No Europeu Feminino Sub-19 de 2013 a França e Inglaterra disputaram a final, a Alemanha e a Finlândia foram eliminadas nas meias-finais e a Dinamarca, Noruega, País de Gales e Suécia ficaram-se pela Fase Final da fase de grupos.

Segundo a EuroTOPfoot, que apresenta um ranking de equipas de futebol feminino por clubes, reportando-se ao mês de maio de 2014, a 1ª posição é ocupada pelo Olympique Lyonnais Féminin, a 2ª posição pelo FFC Turbine Postdam e a 3ª posição pelo Arsenal FC. A equipa portuguesa melhor posicionada neste ranking é o SU 1º dezembro, na 66ª posição.
Ao nível das seleções, o ranking mundial da FIFA é liderado pelos Estados Unidos da América, na 2ª posição encontra-se a Alemanha e na 3ª posição o Japão. Portugal apresenta-se na 43ª posição.